Acidente de ônibus mata 12 torcedores de futebol e reforça a importância do seguro

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Neste domingo (12/08), ocorreu um acidente de ônibus com indícios de imprudência por parte do motorista que matou 12 e feriu 30 torcedores do Barcelona de Guayaquil (Equador) após o jogo contra o Deportivo Cuenca pelo campeonato local, em entrevista exclusiva para o CQCS a consultora de vida e benefícios e coordenadora do seguro de atletas, Liciane da Luz, esclarece que, no Brasil, geralmente quando grupo de torcedores ou torcidas organizadas viaja para acompanhar o seu time, o clube arca com uma ajuda de custo para fretamento da viagem e ingressos para acesso aos jogos, enquanto o responsável/organizador da torcida organiza a logística até o local. “Atualmente, no Brasil, existem os seguros obrigatórios para ônibus com as exigências impostas pela ANTT. Esse seguro tem cobertura por morte , invalidez e despesas médicas hospitalares para passageiros e motoristas. Então neste caso sim, supondo que acontecesse no Brasil, e o ônibus estivesse regular as vítimas teriam direito a indenização”, diz a especialista em seguros desportivos, que atualmente trabalha na Rating Corretora de Seguros e que participou do processo de indenização das vítimas e familiares do acidente de avião que matou vários atletas e dirigentes da Chapecoense.

 Ela acrescenta que, considerando o histórico e riscos de uma viagem em transporte terrestre ou até mesmo aérea, o ideal é sempre contratar seguro viagem. Isso porque esse produto engloba o seguro de vida e também garante ampla cobertura de assistência emergencial, podendo ser contratado pelo tempo determinado da viagem, considerando período e destino da viagem.

 A especialista revela ainda que o “Estatuto do Torcedor” obriga o clube a contratar o seguro de acidentes pessoais tendo como beneficiário o portador de ingresso, além de disponibilizar um médico, enfermeiro, ambulância, para o local da realização do evento. “Porém, infelizmente não há nada que de garantia sobre o deslocamento/trajeto de torcedores, a não ser o seguro do próprio ônibus através de seu seguro obrigatório”, ressalta.

Por fim, Liciane da Luz alerta que é preciso prever cenários e tentar amortizar os impactos de todos os atingidos. “Assim nos tornaremos profissionais valorizados e significativos”, conclui.

Fonte: cqcs

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