TUDO SOBRE SEGUROS PARA O SEU CARRO.

0

enchente

 

Dúvidas frequentes

 

Levamos algumas questões do tipo “será que o seguro vai pagar?” para Gisele Rodrigues, especialista em seguros e técnica da Proteste Associação de Consumidores. Veja as respostas:

O segurado assume a culpa pelo acidente no lugar de outro motorista que não tem seguro. Quais são os riscos?

O segurado que assumir a culpa indevidamente comete uma fraude no seguro. Isso pode fazer com que a seguradora se recuse a indenizar o consumidor, caso descubra o “acordo” entre os motoristas. Além disso, a seguradora ainda pode levar a questão para discussão judicial, para que seja avaliado o aspecto criminal do acordo.

À noite não guardei o meu carro na garagem e ele foi roubado. A seguradora paga a indenização?

Caso o segurado tenha declarado na proposta do seguro que o carro sempre dorme em garagem, mas na verdade sempre pernoita na rua, caracteriza má-fé. A seguradora pode não indenizar. Caso a pernoite tenha sido esporádico (em uma viagem, por exemplo), a seguradora indenizará o consumidor.

O segurado deixou o carro com um manobrista e ele bateu o veículo. O que fazer?

Geralmente o estabelecimento que mantém o serviço de manobrista, também tem seguro que cobre roubo, furto e acidentes. Caso contrário, o consumidor deve acionar sua seguradora para providenciar a indenização. Depois, o estabelecimento será cobrado pelo prejuízo.

O segurado, embriagado, bate o carro. Há cobertura de seguro?

A embriaguez é uma das cláusulas de exclusões prevista nas condições gerais do seguro. Nesse caso, não há cobertura, desde que a seguradora prove que o segurado estava embriagado.

O segurado viajou para um país do Mercosul. Bateu o carro ou ele foi roubado. A indenização é paga?

Desde que a abrangência territorial do seguro abranja países do Mercosul, a seguradora indeniza o segurado. No Brasil, muitos dos seguros oferecidos já abrangem os países do Mercosul ou ao menos oferecem a cobertura para contratação adicional.

O segurado emprestou o carro para um amigo e houve um acidente. A seguradora pode recusar o pagamento da indenização?

Se o amigo que dirigiu o carro for um condutor eventual, ou seja, que usa o carro sem periodicidade fixa, a seguradora não costuma recusar o pagamento do seguro. No entanto, caso o amigo seja um condutor habitual (que costuma dirigir o veículo) e não foi relacionado na apólice na contratação do seguro, a seguradora pode se recusar a indenizar o consumidor.

Se eu estiver inadimplente, a seguradora pode recusar o pagamento da indenização?

Geralmente as seguradoras negam o pagamento do sinistro, nos casos em que o segurado está inadimplente e cancela a apólice. No entanto, o Judiciário tem entendido que a seguradora não pode cancelar o seguro sem antes comunicar o consumidor sobre a mora. Nesse caso, o entendimento da Justiça é de que consumidores que pagaram a maior parte do seguro têm o direito do pagamento da indenização, desde que arque com o valor em atraso.

Atropelei uma pessoa e não comprei o seguro de responsabilidade civil facultativo. Existe algum outro recurso nessa situação?

No caso de atropelamento, tanto o condutor quanto a vítima têm direito ao seguro DPVAT, que prevê as coberturas de morte, invalidez permanente e despesas médicas.

Bateram no meu carro e fugiram. O que eu faço?

Para que o consumidor possa responsabilizar um terceiro pela batida, é preciso reunir provas. O segurado pode tentar conseguir testemunhas que viram o acidente e estejam dispostas a relatar isso à polícia. Também pode tentar tirar foto e anotar o número da placa e o modelo do veículo, ir à delegacia e registrar o boletim de ocorrência, para que o infrator seja responsabilizado.

O carro é usado no interior, mas foi roubado na capital. Corro o risco de não ser indenizado?

Caso o segurado resida no interior, e esteja apenas de passagem pela capital, será indenizado. Agora, caso o segurado tenha colocado o endereço da sua casa de praia, por exemplo, para o seguro ficar mais em conta, mas na verdade reside na capital, a seguradora poderá negar a indenização. Por isso, o consumidor nunca deve mentir ou omitir informações no preenchimento da proposta de seguros.

Esqueci de informar para a seguradora mudança de endereço.

O consumidor deve informar a seguradora a mudança de endereço para que ela possa providenciar o endosso e o pagamento do prêmio adicional, se for o caso. O seguro deve conter as informações corretas do risco segurado; caso contrário, isso pode vir a caracterizar que o consumidor não está cumprindo com as obrigações do contrato.

Caiu um objeto em cima do meu carro. A seguradora cobre esses “acidentes aéreos”?

Sim, geralmente todas as apólices que abrangem a cobertura compreensiva (cobertura básica de seguro) preveem cobertura para queda acidental de qualquer agente ou objeto externo sobre o veículo.

Meu carro caiu num rio. E agora?

Para as apólices com cobertura compreensiva (básica) do seguro, os sinistros provocados por alagamento de água doce são cobertos.

Meu carro caiu no mar. Serei indenizado?

Os danos provocados por alagamentos de água salgada não têm cobertura.

Como a seguradora distingue se houve ou não má-fé ou fraude?

Ao analisar o sinistro, ela avalia se o segurado ou corretor omitiram ou deram declarações inexatas propositalmente. Exemplos:

1) Caso o segurado tenha informado o endereço da casa de praia para o seguro ficar mais em conta, mas, na verdade, mora na capital.

2) O segurado não relaciona nos condutores o filho de 23 anos que dirige o carro para não aumentar o valor do seguro. Esses exemplos caracterizam má-fé do segurado e, por isso, ele está sujeito a recusa da seguradora no pagamento da indenização.

Carros velhos podem ser rejeitados pelas seguradoras. Em quais condições?

Cada seguradora tem sua política de aceitação de risco. No entanto, geralmente carros com mais de dez anos de uso são recusados pelas empresas.

Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2015/05/tudo-sobre-seguros-para-o-seu-carro.html

 

Compartilhe.

Comments are closed.