TUDO SOBRE SEGUROS PARA O SEU CARRO

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Aprenda as principais informações na hora de escolher um seguro

 

Para fazer um seguro que atenda às suas necessidades é preciso entender seu funcionamento e conhecer sua linguagem. Saber que a finalidade não é dar lucro ao segurado, mas reduzir o prejuízo, caso ocorra o que as seguradoras chamam de sinistro. A expressão, segundo Eduardo Dal Ri, diretor de Auto e Massificados da SulAmérica, é usada “para determinar o fato que tenha causado dano, perda ou prejuízo ao bem ou ao segurado.” No caso de veículos, “são eventos como roubo, furto, colisões e incêndios.”

O seguro é como um jogo em que o dono do veículo paga um valor (chamado de prêmio) para a seguradora correr um risco em seu lugar. Ela pode aceitar ou não. Segundo Dal Ri, “o cálculo é feito com base em dados estatísticos” e há diversos fatores que compõem o perfil do segurado, o que influi no valor do seguro. Entre os exemplos do executivo estão “o modelo e o ano do veículo, sexo, idade, endereço, se o condutor tem ou não garagem, além do tipo de franquia e a inclusão de garantias adicionais.” Por isso, quanto maior o risco que o veículo ou o motorista representam, mais caro o prêmio.

Além disso, as seguradoras exigem que o segurado assuma parte do risco. Segundo Dal Ri, “a franquia é a participação do cliente na reparação do veículo. É o valor que ele tem de desembolsar ao acionar o seguro em casos de perda parcial causadas por sinistros previstos no contrato.” Quando o prejuízo é menor que o valor da franquia, o pagamento integral do conserto fica por conta do segurado.

Há duas modalidades de franquia. Na dedutível, a seguradora se obriga a ressarcir os prejuízos que excedem seu valor; na simples, a empresa não indeniza quando os prejuízos são inferiores ao valor estabelecido, mas paga integralmente os prejuízos quando eles excedem a franquia.

No Brasil, há dois grupos de seguros de veículos, o obrigatório e o facultativo. O primeiro é conhecido como DPVAT: sua finalidade é assegurar a indenização às vítimas de um acidente causado por veículo automotor, ou por sua carga, em vias terrestres, seja o motorista, o passageiro ou o pedestre. A indenização é por morte (R$ 13,5 mil por vítima) ou invalidez permanente (até R$ 13,5 mil, de acordo com a gravidade), além do reembolso das despesas médicas e hospitalares – R$ 2,7 mil por vítima. Em 2015, o custo desse seguro é de R$ 105,65 para veículos leves, táxis, carros de aluguel e de aprendizagem, pago com a primeira parcela do IPVA.

No seguro opcional, os mais completos e caros são as apólices conhecidas como Cobertura Compreensiva ou Total. Na primeira, em caso de dano parcial ou total, estão incluídos os riscos de colisão, abalroamento, capotagem ou derrapagem, queda de objeto sobre o veículo, dano causado pela carga transportada, ou quando o veículo estiver sendo transportado, ato danoso praticado por terceiros, alagamento, enchente e inundação, ressaca, vendaval, granizo e terremoto; raio, incêndio ou explosão, roubo ou furto total ou parcial.

Essas apólices incluem uma variedade de serviços adicionais: guincho, descontos em estacionamento, táxi emergencial, troca de pneus, chaveiro, carro reserva, até reparos na residência e help desk para computadores, entre outros itens.

Já os contratos mais básicos são conhecidos como Responsabilidade Civil Facultativa ou RCF, o chamado seguro contra terceiros, conta Dal Ri. Sua cobertura garante ao segurado, caso seja o responsável por acidente que resulte em danos materiais (DM) ou corporais (DC) a outras pessoas, o pagamento das despesas pela seguradora. O seguro de automóvel pode ainda ser conjugado com o de acidentes pessoais para passageiros (APP). Também opcional, indeniza o motorista e as pessoas transportadas no carro se sofrerem lesões corporais, ou seus beneficiários, em caso de morte.

Os seguros RCF, por serem os mais baratos, são os que mais crescem no mercado brasileiro. Ainda assim, estimativas recentes apontam que apenas 25% dos cerca de 86.700.490 veículos em circulação no Brasil têm seguro particular. Desse total, 47.946.665 seriam carros, de acordo com dados de dezembro de 2014 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Na outra ponta, estatísticas mostram aumento nos sinistros.

Os acidentes, de acordo com a Seguradora Líder DPVAT, de janeiro a setembro de 2014 levaram a 40.198 indenizações por morte e 430.422 por invalidez permanente. Em relação ao período anterior, o crescimento foi de 25%. A maior parte das indenizações pagas (77%) foi por invalidez permanente, crescimento de 33% em relação a 2013. Já o número de carros roubados ou furtados por ano no Brasil oscila, de acordo com diferentes estatísticas, entre 230 a 500 mil veículos por ano.

Divisão do prêmio – O tipo de carro, principal fator a definir o preço do seguro, responde por 60% do valor: um esportivo paga mais caro do que um sedã familiar, uma marca mais visada por ladrões ou com manutenção mais cara também. Acessórios também contam: faróis especiais, sonorização poderosa e pinturas diferenciadas podem elevar o preço, pois são mais caros para substituir em caso de acidente.

Gênero e idade respondem, em média, por 20% do valor do seguro; um jovem paga mais, pois estatísticas de acidentes são altas para motoristas de até 25 anos. Mulheres pagam menos. O terceiro fator é a segurança (rastreadores, vacinas de identificação de peças), que responde por 10% do prêmio.

Pelos 10% restantes, contam o endereço do segurado, a cidade e até o bairro. São Paulo e Rio são as cidades mais inseguras, onde estatísticas apontam que de 2% a 3% dos veículos segurados são roubados ou furtados. Índice que cai para 1% em algumas cidades do interior paulista.

Quem dirige mais aumenta o risco de se envolver em acidente, por exemplo. Deixar o carro na rua, para trabalhar ou estudar, é outro fator que eleva o valor do seguro. Carro só na garagem ou no estacionamento, paga menos. O histórico do segurado também conta: quanto mais impecável, menor o custo. Por isso, o seguro tende a ser mais caro para motoristas com mais multas ou acidentes. E quanto menor a franquia, maior o valor do seguro.

O Terceiro – E quando acontece um acidente e a culpa não foi sua? “Neste caso, você só é o terceiro quando o outro tem seguro e cobre os prejuízos”, diz Paulo César Cavalcante de Andrade, gerente comercial da Gebram Corretora de Seguros. O terceiro é a pessoa culpada ou prejudicada no acidente que envolve o segurado. Mas aí surge um problema: os reparos só podem ser feitos em oficina credenciada pela seguradora, onde não é raro a pessoa que teve o carro amassado pelo segurado não ter um bom atendimento. Afinal, não é ele o cliente da seguradora.

Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2015/05/tudo-sobre-seguros-para-o-seu-carro.html

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